Filmes de Super-Heróis

8 02 2009

Hollywood, como boa máquina de fazer dinheiro que é, de há alguns anos para cá, tem produzido filmes baseados em comics a um bom ritmo, numa tentativa de atrair os milhões de fãs destes heróis; se é verdade que muitos deles recaem naquele fácil rótulo de “filme de porrada”, nota-se cada vez mais uma crescente preocupação em conseguir transpôr para o grande ecrã a complexidade e maturidade que as histórias dos comics, apesar do que alguns ainda pensam, têm. Segue-se uma lista (não exaustiva) de filmes de super-heróis que já vi, bem como a minha opinião sobre cada um.

Batman (1989) – Um actor principal convincente (Keaton), um vilão caricatural competente (Nicholson) e um realizador que imprime sempre a sua visão única a qualquer filme (Burton) fazem deste filme um clássico do género, mas ainda assim inferior a…
Batman Returns (1992) – Mais e melhor foi a lógica aqui e com grandes resultados; novamente Burton a dar vida à fantasia gótica de Gotham em todo o seu esplendor. E Michelle Pfeifer como Catwoman… :)
Batman Forever (1995) – Onde Burton era negrume, Joel Schumacher aposta em cor e excentricidade, uma visão distinta do personagem que valeu ao realizador muito ódio, mas ainda assim alguns milhões.
Batman and Robin (1997) – Mesmo estilo do anterior, com uma diferença: Val Kilmer ainda parecia querer representar o seu personagem, enquanto Clooney nem se esforçou. Tal como Forever, muito inferior aos dois primeiros.
Blade (1998 ) – Não só ressuscitou um personagem obscuro do passado da Marvel, como é um filme de acção acima de média, que entretem enquanto dura. E tem uma das melhores sequências de abertura que já vi.
X-Men (2000) – Embora pouco mais que um filme de porrada, é um que não deixa mal nenhum fã dos comics (excepto os que queriam mesmo muito ver homens adultos em spandex amarelo…). E Patrick Stewart nasceu para ser o Prof Xavier.
Blade II (2002) – Mais uma vez, um bom filme de acção, que para mim supera o original pelo facto de ter um vilão mais carismático. Isso e Ron Pearlman…
Spiderman (2002) – A história de origem nunca é fácil… todos sabem como começa e onde acaba, mas escolhas acertadas (ainda que contestadas) de casting e um cuidado em manter o espiríto da obra original fizeram deste filme um sucesso. Não é uma obra prima, mas bom entretenimento.
Daredevil (2003) – Péssimo. Aqui houve erros trágicos de casting (a começar pelo protagonista) e a acção nem é muito boa; é pena, o personagem merecia melhor.
X-Men 2 (2003) – Mais e melhor acção, o dobro dos personagens e um argumento que põe em foco os temas do comic original (descriminação, preconceito). Um grande filme de super-heróis… Se ao menos o terceiro fosse assim…
Hulk (2003) – Um filme longo e com menos acção do que se esperaria, mas um excelente estudo de personagem… Eu nem gosto do Hulk, mas consegui gostar de ver a profundidade que conseguiram dar a Bruce Banner. Só que, pelos resultados de bilheteira, parece que as pessoas querem mesmo ver é o Hulk a destruir coisas. Ask and you shall receive, como 2008 viria provar.
The League of Extraordinary Gentlemen (2003) – Pegar numa das obras mais amadas e faladas da última década e fazer daí um filme horrível, é feito que merece destaque. Fica a sensação que o realizador/argumentista nem leu a BD original… e quem teve a ideia de juntar lá o Tom Sawyer agente secreto devia ter sido executado na hora.
Hellboy (2004) – Embora este Hellboy seja diferente em termos de personalidade do criado por Mignola, não deixa de se sentir o carinho e o respeito pelo material original, num filme que é diversão do principio ao fim.
The Punisher (2004) – Nunca daria um bom filme… troquem o nome e ficam com “filme de acção genérica n.º 334″.
Spiderman 2 (2004) – Mais Peter Parker, menos Homem-Aranha e temos uma boa sequela.
Catwoman (2004) – Sem margem para dúvidas, um dos dois piores filmes desta lista… é increditavelmente mau. Se querem ver a Catwoman como deve ser, vejam o Batman Returns.
Blade Trinity (2004) – Algo vai muito mal quando um personagem secundário merece ter mais tempo de ecrã que o protagonista… Isso e um vilão pouco convicente fazem desta uma má maneira de acabar a trilogia.
Constantine (2005) – Os fãs tiveram ataques de raiva com as alterações ao original, mas a verdade é que é um filme bastante jeitoso e que consegue divertir.
Elektra (2005) – É genérico, é mau, é demasiado longo… até a actriz principal passa o filme todo com cara de quem se quer ir embora…
Batman Begins (2005) – Apesar das suas diferenças, as Gothams de Burton e Schumacher eram mundos de fantasia; Nolan tenta trazer essa realidade para um plano mais próximo da realidade. Pode ter tido um vilão demasiado série B, mas o que interessava era contar a história de origem, e isso foi feito com grande nível.
Fantastic Four (2005) – Podia ser o melhor filme de sempre que eu nunca gostaria, devido à indiferença que sinto pelo comic. Quem gosta que o julgue.
X-Men 3 (2006) – Havia aqui potencial para contar uma das melhores histórias dos X-men (Saga da Fénix), mas o que temos não é mais que um filme demasiado preocupado em ter uma grande cena de pancadaria no seu final e que toma demasiadas liberdades em matar personagens, comprometendo quem vier a seguir para tentar resolver esta trapalhada.
Superman Returns (2006) – O legado de Reeve seria sempre dificil de superar, mas isto não passa do medíocre e chato.
Ghost Rider (2007) – Nicholas Cage a fazer um papel para alguém dez anos mais novo, num filme que disputa com Catwoman o trono de pior filme de super-heróis de sempre.
Spiderman 3 (2007) – Demasiados vilões, demasiadas histórias para contar, demasiado cabelo ridiculo do Tobey Maguire… uma salada russa que nunca chega a ser o filme que merecia ser (pobre Venom, merecias melhor).
Fantastic Four 2 (2007) – Remeto para o que disse sobre o original. Menção honrosa para um Silver Surfer muito credivel enquanto personagem e em termos gráficos.
Iron Man (2008 ) – A escolha perfeita para o papel de Tony Stark (com Downey Jr. a fazer de si próprio) num filme que é entretenimento puro. Muito bom.
The Incredible Hulk (2008 ) – Mais rápido e com mais acção que o de 2003, mas um filme bastante inferior.
Hellboy II (2008 ) – Um imenso delirio visual e de ideias, que nunca supera o anterior, mas não deixa de ser bom. E Luke Goss é o maior a fazer vilões albinos.
The Dark Knight (2008 ) – Quando quase três horas de filme passam num instante e um actor mediano é elevado ao estatuto de deus da representação, é porque alguém fez o seu trabalho muito bem. Um excelente filme e o melhor do Batman até hoje. Só é pena que nunca mais possamos ver este Joker…





A pouco e pouco by José Cid

2 02 2009

Ela – Não sei viver sem ti amor, não sei o que fazer.
Ele – Faz-me favas com chouriço, o meu prato favorito.

José Cid, claramente numa fase pós-”amor e uma cabana”, vem aqui revelar o que acontece a um casal após esse momento trágico na vida de qualquer um que é o casamento: ela toda sentimental, a tentar salvar aquilo, ele a mandar um grande “cala-te e vai mas é tratar da janta”.
Agora… favas com chouriço? Está certo que qualquer homem que se queira viril come a todas as refeições feijoada, chispalhada e pratos afins… favas com chouriço é que me parece ir para o overkill e se a isso juntarmos que na mesma música ele diz “Chego à repartição/Dou um beijo no escrivão/E nem toco a secretária/Que é tão boa”, então não é overkill, é mesmo overcompensating…





Beijas como uma freira

2 02 2009

Duas notas: em primeiro lugar, o autor desta música é pastor de uma Igreja Baptista; já isso daria um novo nível de creepy ao videoclip, mas pensem bem no titulo da música… beijas como uma freira implica que ele teve que andar a beijar freiras para ter termo de comparação… calculo que as freiras deste país se vão insurgir contra tal atentado à sua honra (se ainda fossem padres católicos, agora um pastor baptista…). Afinal o amor de Nosso Senhor é grande, mas não aquece os pezinhos à noite.





Robin Hood – Men in Tights (1993)

1 02 2009




E ainda dizem que santos da casa não fazem milagres…

1 02 2009

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Leis da Condução em Portugal, parte I

31 01 2009

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Aumenta a pluviosidade, aumenta a chica-espertice – Também conhecida como a regra “em dias de chuva só há tonis na estrada”; se em circunstâncias meteorológicas normais a condução de muitos deixa a desejar, a verdade é que quando chove e as condições do pavimento e de visibilidade diminuem, há um aumento proporcional do número de proezas e manobras artísticas (ou de artistas) nas estradas: muda-se de faixa sem usar o pisca, trava-se mesmo em cima do carro da frente, etc. A regra “há mais acidentes quando chove” é mero corolário desta.





E nada melhor para começar…

31 01 2009

… do que um pouco de nostalgia. Os anos 80 foram dos períodos mais criativos da História do Cinema e da TV, em que eram usados conceitos que hoje em dia seriam considerados como demasiado out there ou pura e simplesmente ridiculos. E é precisamente nesta segunda categoria que cai a série de que vou falar.

Estreada em 1987, seguia as aventuras de um grupo de policias à paisana de aspecto juvenil que combatiam o crime em escolas e faculdades, enquanto lidavam com problemas como alcóol, SIDA, drogas, gangues, sexo seguro, etc. Era de um moralismo atroz, terminando todos os seus episódios com um anúncio de serviço público feito pelos actores, com mensagens do tipo “diz não à droga” e afins…

A única coisa digna de nota é que foi um dos primeiros papéis de um dos meus actores favoritos; ora vejam lá se o descobrem…





Maria vai com as outras

31 01 2009

Durante anos resisti à ideia de fazer um blog… porque não sabia o que escrever, porque detesto aquelas pessoas que acham que devem forçosamente partilhar o seu dia-a-dia com toda gente, porque não tava para ter o trabalho. Mas agora que escrevo estas linhas introdutórias, decidi que não era má altura para finalmente ter um blog.

Não o faço porque tenha uma ideia clara do que quero escrever ou porque quero que centenas de pessoas venham ler o que eu irei pôr aqui. Digamos que o faço porque apetece-me ter um cantinho onde possa pôr alguns pensamentos e onde, eventualmente, pessoas que eu conheço virão discordar de tudo e mais alguma coisa que eu diga (sabes que vai acontecer, Rodrigo…).

Será um blog sobre cinema, música, TV, transportes públicos, Direito, exames, amigos, inimigos, panquecas com compota de frutos silvestres e muito mais… Portanto, fiquem por aí e divirtam-se.








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